Margareth estava entediada, e isso não era nada bom. Tédio é sinônimo de falta de inspiração e achar inspiração quando está entediada não é nada fácil. Nada a inspirava, música, filme, absolutamente nada. Sem ter outra alternativa, Meg vai até a cozinha buscar algo para comer. Vasculhou as prateleiras dos armários, a geladeira, a despensa e acabou encontrando alguns salgados e um pouco de suco. "Precisamos ir ao mercado... Urgentemente!", pensou consigo mesma, pegou os salgados e o suco e foi para a sala assistir seu programa favorito, precisava de inspiração.
Ao ligar a TV foi logo colocando no canal em que passava mortes e assassinatos mais estranhos da história. Seu programa favorito:
TV NEWS:
"O assassino, Henry Mann, fugiu ontem de madrugada da prisão. Ninguém sabe ao certo como ele pode ter conseguido. Uma das hipóteses é a de ele ter estrangulado o guarda que levava comida para sua cela e se disfarçado. Henry foi condenado a morte pelos crimes de assassinatos, esquartejamentos, estrupos, sequestros e furtos (n/a: ¬¬). A polícia ainda não conseguiu rastrear seu paradeiro. Em sua cela foi encontrada rabiscos nas paredes. A perícia acredita que em um desses rabisco há o nome Margareth. Ainda esperemos por mais informações...
Fique agora com o cas..." , Margareth ficou estática, logo o barulho da TV ficava cada vez mais abafado. Só uma coisa se passava por sua cabeça agora, "Henry havia fugido da cadeia...", e agora? Ele voltaria a lhe perseguir? Se sim ou não, o que mais a assustava era que a sua personalidade era pior do que ela achava. Sequestros? Esquartejamentos? Definitivamente Henry era pior do que Margareth achava. Seu celular começa a vibrar na mesinha que havia ao lado do sofá, com o susto Margareth acordou de seus pensamentos e foi ver o que era. Ao chegar a tal mesinha uma coisa lhe chamou a atenção. Um bilhete, não estava ali antes:
"Estou bem mais perto do que imagina..."
O pavor tomou conta de seu corpo, suas mãos suavam, suas pernas tremiam. Como o bilhete tinha sido posto ali sem que ela tenha percebido? Teria sido Henry? Não sabia o que pensar, sua cabeça que antes só pensava que Henry havia fugido da prisão, agora só pensava em "Ele está aqui...". Alguém bate na porta. Meg congela, fica sem reação. Seria ele? Não poderia ser seu marido agora, Dereck só chegava em casa depois das 20:00 hrs. A pessoa bate na porta outra vez, estava ficando impaciente. Antes de ir atender, Margareth corre para a cozinha e pega a primeira coisa que vê em sua frente. Um garfo. Ela o esconde e enfim vai atender a porta.
- Até que enfim você atendeu a porta!- Disse Dereck entrando na casa.- Por que demorou tanto?
- Err... É que eu estava dormindo e não tinha escutado você me chamar...- Mentiu, soltando um suspiro aliviado.
- Você 'tá bem? Parece um pouco pálida. - Ele disse desviando um pouco sua atenção dela para pendurar seu casaco no porta-chapéu.
- D-Deve ser pressão baixa...
- E desde quando pressão baixa causa palidez?
-... Pare de me questionar e me responda por que está aqui tão cedo! - Ela disse corando.
Dereck riu baixo.
- Se alimente bem da próxima vez, ok? - Ela assentiu - Bom, eu estou aqui mais cedo, por que consegui um tempo a mais no intervalo e vim almoçar com você.
- Ótimo, o que acha de pedirmos comida japonesa? - Ela disse indo junto com Dereck para a cozinha.
- Bom, né? Não tem outra coisa pra comer, já que minha querida e amada esposa não fez nada para o almoço... - Ele disse fazendo beicinho.
Eles entraram aos risos na cozinha. Enquanto isso, do lado de fora havia um homem todo de preto os observando. Um pequeno sorriso malicioso surge em seu rosto, "Então ela está casada...? Bom saber...", pensou consigo mesmo. Essa não seria a única vez que Henry apareceria ali.
atualizada dia 06/07/2013- Nova versão!

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